| Pastora Eliane no interior do templo que ergueu com Miranda (detalhe) |
A pastora Eliane concedeu entrevista ontem, na sede da igreja. Hoje com 38 anos, ela casou com Miranda há 19 e, da união, nasceram três meninas. No ano 2000, o casal passou a integrar uma rede apostólica e, há dois anos, começou a coordenar a Ministério de Fogo, atualmente com cerca de cem fiéis. Ao falar sobre o assassinato do marido, a pastora revela ter frequentado sessões de Umbanda na adolescência e afirma conhecer bem a religião afro.
O motivo de a conversa com Eliane enveredar para questões envolvendo a Umbanda se deve ao fato de o principal suspeito do homicídio de Miranda ser um pai-de-santo. Júlio César Bonato, 40 anos, que administra um terreiro na Rua Conde D’eu, deve ser indiciado ainda nesta semana pela Polícia Civil. De acordo com o delegado Paulo César Schirrmann, há indícios suficientes vinculando Bonato à facada que matou o pastor, na noite de 20 de dezembro.
Segundo testemunhas, durante uma sessão de Quimbanda o pastor teria surgido na frente do terreiro e gritado frases do tipo “queimem a casa de satanás”. Diante disso, Bonato ordenou que todos o esperassem e saiu do local, retornando em seguida. Ninguém viu o que ocorreu na rua e o pai-de-santo diz não lembrar de nada, pois no momento estaria incorporado pelo Exu Caveira, uma entidade da religião.
Elaine, por sua vez, duvida que o marido tivesse protestado diante do terreiro, mas acredita que Bonato poderia estar incorporado ou, conforme ela crê, “possuído”.
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